Os 10 edifícios mais bonitos de São Paulo

São Paulo é a maior e mais populosa cidade do Brasil, abrigando mais de 11 milhões de pessoas em seus 96 distritos. As ruas movimentadas da cidade, avenidas congestionadas e restaurantes deliciosos revelam uma cidade difícil de classificar, com múltiplas e muitas vezes paradoxais facetas. Esta lista dos 10 melhores da arquitetura de São Paulo permitirá que você explore alguns dos edifícios mais emblemáticos da cidade, variando em estilo e época.

A arquitetura de São Paulo mostra a diversidade de uma cidade feita de justaposições inusitadas. Muitos dos bairros da cidade revelam diferentes estágios do desenvolvimento de São Paulo; uma mistura de arquitetura modernista, habitações populares e horizontais e arranha-céus espelhados. As particularidades dessas estruturas as distinguem da arquitetura encontrada em outras partes do mundo, seja por sua história, sua função social ou por suas soluções arquitetônicas.

Teatro Municipal de São Paulo

Inaugurado em 1911, o Theatro Municipal de São Paulo é um dos teatros de música clássica mais queridos da cidade. Foi desenhado pelos italianos Claudio e Domiziano Rossi, e é inspirado na Ópera de Paris de Charles Garnier. Embora suas raízes estejam na tradição europeia, ornamentos inspirados na natureza brasileira podem ser encontrados em seus interiores. A história do teatro está repleta de detalhes curiosos; por dificuldades financeiras a cidade teve que esperar mais de dez anos para sua conclusão, deixando a Prefeitura quase falida no processo. 

Em 1922, o teatro sediou a Semana de Arte Moderna, festival que se tornou significativo por apresentar importantes figuras culturais à sociedade, como Heitor Villa-Lobos, Mário de Andrade, Oswald de Andrade e os artistas Di Cavalcanti, Victor Brecheret e Anita Malfatti, entre outros.

Edifício Sampaio Moreira

Até as primeiras décadas do século XX, a legislação paulista tinha políticas muito rígidas; todos os edifícios tiveram que ser construídos com a mesma altura. Essa regulamentação claramente limitou o crescimento vertical da cidade, retardando o tão desejado progresso de São Paulo. Inaugurado em 1926 e projetado pelo arquiteto Christiano Stockler das Neves, o Sampaio Moreira foi o primeiro edifício a romper com esse padrão horizontal. 

Para ter sua construção aprovada, o arquiteto brigou durante anos com a Secretaria de Obras da Prefeitura, que finalmente criou uma lei especial para o Sampaio Moreira. O edifício ainda mantém muitas de suas características originais – o painel com suas letras douradas no hall, o piso e as escadas de mármore e os elevadores Graham Brothers. Hoje, é curioso observar como o Sampaio Moreira ainda sobrevive entre imponentes edifícios espelhados três vezes a sua altura. Ainda assim, para o observador atento, o avô dos arranha-céus de São Paulo é um verdadeiro presente do passado, que ainda abriga um dos mais charmosos minimercados remanescentes da década de 1930.

Edifício Copan

Copan is probably one of the most emblematic buildings of São Paulo. Architect Oscar Niemeyertornou-se internacionalmente reconhecido por seu uso criativo do Modernismo e formas audaciosas de sua arquitetura. 

A forma sinuosa do Copan é, sem dúvida, um símbolo da Arquitetura Modernista Brasileira e uma marca registrada dos projetos de Niemeyer. Diz-se que o S do Copan faz uma alusão à sensualidade, ou às formas encontradas na natureza, como as curvas de uma duna ou de uma onda. Copan não é apenas notável por sua forma; após sua construção em 1966, a Prefeitura deu um CEP especial. 

Hoje, Copan é uma fonte de lenda urbana, preservando um fascínio que inclui contos de fantasmas, a diversidade emocionante de sua população, seus restaurantes badalados no térreo e o charme de uma visita à sua cobertura em um dia quente e ensolarado.

Edifício Itália

O Edifício Itália é um dos arranha-céus modernos mais famosos de São Paulo. O Circolo Italiano San Paolo, uma prestigiosa organização ítalo-brasileira, encomendou o prédio por meio de um concurso público em 1953. A ideia era ousada; queriam erguer o arranha-céu mais alto, senão do mundo, da América Latina. O arquiteto alemão Franz Heep venceu o concurso com uma construção elíptica para uma torre de 165 metros. Para o Edifício Itália, a Heep desenhou uma planta arredondada dividida em três secções principais com 46 pisos, servidos por 14 elevadores. Ele usou brises-soleil, guarda-sóis permanentes, na fachada do arranha-céu. A torre foi concluída em 1965 e, por alguns anos, permaneceu a estrutura mais alta já construída em concreto. Hoje o Edifício Itália é famoso pelo elegante restaurante na cobertura, com uma vista simplesmente inesquecível.

Fachada do Museu de arte de São Paulo Assis Chateaubriand – Masp, na Avenida Paulista.

Museu de Arte de São Paulo – Masp

Inaugurado em 1968, o Masp é outro símbolo da Arquitetura Modernista paulista. Fundada em 1947 pelo empresário Assis Chateaubriand e Pietro Maria Bardi, crítico e jornalista italiano, a instituição deveria abrigar a coleção de arte de Chateaubriand. Anos depois, foi doado dinheiro para a construção de seu museu na avenida mais importante da cidade, a Avenida Paulista. O trabalho foi dado à arquiteta italiana Lina Bo Bardi, esposa de Pietro. Para preservar a bela vista sem abrir mão de muito espaço, ela propôs uma solução simples na teoria, mas desafiadora na prática. Ela projetou duas vigas invertidas para sustentar todo o edifício, tornando o Masp a maior estrutura suspensa da América Latina. Desde então, a arquitetura de Bo Bardi se tornou mundialmente conhecida.

Pinacoteca do Estado

A Pinacoteca do Estado abriga um dos mais importantes museus de arte pública brasileiros, com um acervo que abrange desde o século XIX até a arte contemporânea. Construída por Ramos de Azevedo em 1900, foi durante muitos anos a sede do Liceu de Artes e Ofícios. Um projeto de restauração, liderado pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha, foi empreendido em 1990 para trazer melhorias contemporâneas para este edifício neoclássicoconstrução. Mendes da Rocha reviveu milagrosamente a arquitetura sem alterar seu estilo. O arquiteto selou janelas específicas, para que as obras de arte pudessem ser protegidas da exposição direta à luz solar, e no centro do edifício projetou passarelas elevadas e um elevador para conectar as várias galerias de arte. O hall central também recebe uma generosa quantidade de luz natural indireta que ilumina suavemente as paredes de tijolos, mantidas sem pintura propositalmente. A Pinacoteca foi inaugurada em 1998, oferecendo algumas das melhores exposições de arte da cidade.

Sala São Paulo – Estação Júlio Prestes

A Sala São Paulo foi criada para abrigar a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. O edifício, localizado no bairro da Luz, é um exemplar da arquitetura neoclássica de 1938, e foi originalmente construído como salão da estação ferroviária. Em 2000, uma parceria com a Viva o Centro, uma organização sem fins lucrativos, e um grupo de arquitetos internacionais selou o projeto final de restauração, que acrescentou mezaninos, passarelas elevadas e 1.498 lugares ao edifício. Tecnologias acústicas de ponta foram aplicadas para neutralizar ruídos e vibrações causados ​​pela estação de trem, que permanece adjacente à sala de concertos.

Centro Cultural São Paulo

Este edifício multicamadas de aço e concreto foi projetado pelos arquitetos Eurico Lopes e Luiz Telles, inspirados na estrutura do Centro Georges Pompidou em Paris . O projeto foi pioneiro no Brasil por suas inovações estruturais. O edifício foi projetado para caber em um grande lote próximo à Avenida 23 de Maio, que liga as zonas Norte e Sul de São Paulo. O terreno era extremamente inclinado, mas os arquitetos queriam que o prédio seguisse sua forma e se conectasse com a estação de metrô. Por esta razão, rampas em um vão central conectam os diferentes níveis, cada um servindo a um propósito distinto. O CCSP recebe mais de 70.000 pessoas por mês que utilizam seus cinemas, teatros, salas de concertos, galerias, auditórios, estúdios e grande biblioteca pública.

Sesc Pompéia

Sesc Pompéia, construído em 1982, é outro exemplo da abordagem excepcionalmente criativa de Lina Bo Bardi à arquitetura. Bo Bardi adaptou uma grande fábrica industrial, convencendo os empresários a manter as fundações originais em vez de demoli-las. O complexo é um centro cultural que reúne teatros, piscina, espaços para oficinas e exposições, restaurantes, ginásio, bares e sala de concertos. Bo Bardi acrescentou duas torres de concreto aos galpões da fábrica, elementos verticais que potencializaram o espaço, criando um marco visual para o seu entorno. As torres são marcadas com aberturas orgânicas e arredondadas, conhecidas com humor como ‘bocas de caverna’. Bo Bardi adicionou painéis de aço pintados de vermelho a essas aberturas, criando um contraste com o concreto cinza. Ela também projetou pontes de concreto para conectar as torres, que dão ao estabelecimento a aparência de uma Babilônia metropolitana. Bo Bardi conseguiu criar um espaço de interação democrática, honesto e poderoso, que incentiva a cultura em suas formas mais espontâneas.

Instituto Tomie Ohtake

The Instituto Tomie Ohtake combina arte e arquitetura com extravagância e criatividade. Determinado a trazer as novas tendências da arte contemporânea para São Paulo, o instituto se tornou uma referência arquitetônica nos últimos dez anos. 

Tomie Ohtake, famosa artista radicada no Brasil, veio do Japão para São Paulo em 1936 e ganhou reconhecimento pelo uso de formas abstratas em pinturas. Inaugurado em 2001 e projetado pelo filho da Sra. Ohtake, o arquiteto Ruy Ohtake, o Instituto é um complexo cultural composto por um museu de arte, duas torres, um teatro e um centro de convenções. Como um dos mais importantes arquitetos contemporâneos brasileiros, Ohtake projetou outros edifícios marcantes em São Paulo, como os hotéis Unique e Renaissance e o edifício Berrini 500. 

Sua assinatura é o uso de cores marcantes, curvas e formas exuberantes, que homenageiam o abstrato.

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