Cientistas encontram nova colônia de pinguins rastreando marcas de cocô do espaço

Em homenagem ao Dia da Conscientização dos Pinguins deste ano, o British Antarctic Survey anunciou a existência de uma colônia de pinguins imperadores até então desconhecida em uma das partes mais remotas e inacessíveis da Antártica.

Os cientistas avistaram a colônia, a 66ª encontrada no continente, comparando imagens de satélite capturadas pela Agência Espacial Européia Missão Copernicus Sentinel-2 e o satélite WorldView-3 da Maxar.


Os cientistas descobriram a colônia de pinguins imperadores comparando imagens de satélite e identificando manchas marrons que contrastavam com o gelo branco e a neve do Verleger Point, na Antártida Ocidental.

Essas manchas marrons são o guano, excrementos que as aves marinhas, como os pinguins-imperadores, deixam para trás quando precisam se aliviar.

Nos últimos 15 anos, o British Antarctic Survey tem procurado por novas colônias de pinguins usando imagens de satélite para identificar as manchas de cocô reveladoras. Das 66 colônias que os humanos conhecem na Antártica, exatamente metade foi encontrada usando satélites.

“Esta é uma descoberta emocionante”, disse o Dr. Peter Fretwell, um dos pesquisadores que liderou o estudo. “Mas como muitos dos locais recentemente descobertos, esta colônia é pequena e está em uma região muito afetada pela recente perda de gelo marinho.”

Os pinguins imperadores são os únicos pinguins conhecidos que se reproduzem no gelo, o que os torna particularmente vulneráveis ​​às mudanças climáticas. Se o gelo quebrar antes do tempo, os filhotes caem na água e se afogam ou congelam”, disse Fretwell à agência.

Um estudo recente previu que a maioria dos pinguins-imperadores poderia se tornar extinta até o final do século, se as nações do mundo não encontrarem uma maneira de limitar o aquecimento global a 1,5 graus Celsius.

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