Síndrome da Angústia Respiratória do Recém-Nascido

Tida antigamente como doença de membrana Hialina, a Síndrome da angústia respiratória do recém-nascido é um problema causado pela deficiente produção de surfactante pulmonar, e dá dificuldade de se adaptar a vida fora do útero da mãe.

A complexidade da síndrome é em proporção inversa a idade de gestação, portanto quanto mais elevada a idade, menor será a gravidade do problema. A chance de a doença acontecer no período de 25 a 29 semanas é de 50%, já entre 29 e 32 a possibilidade ultrapassa os 25%. No entanto é considerado o principal problema dos pulmões no período após o nascimento.

A produção de surfactante sofre quedas, além de haver uma desativação da produção da mesma, por líquidos e proteínas encontrados na via respiratória. A consequência disso em principal é o aumento da tensão do ar – líquido isso aumenta as forças de contração dos alvéolos, levando a uma espécie de apagão, que diminui a distensão do pulmão.

Em outros termos, o processo nada mais é que a baixa nos teores de oxigenação, o que acaba por elevar a pressão nas artérias pulmonares e como consequência o sangue passa do átrio da direita para o da esquerda, (diferente do que acontece com um recém-nascido não portador do problema), causando assim uma piora na oxigenação, que não consegue criar fibras no canal da artéria.

Esses são os critérios usados para o diagnóstico da síndrome:

  • A gasometria arterial demonstrará baixos níveis de O2 e provocará o aumento de pCO2.
  • Inexistência de outros motivos que levariam a insuficiência respiratória.
  • Raio-X de 6 a 24 horas depois do nascimento.
  • Necessidade de inalar oxigênio ”artificial”.
  • Trabalho respiratório elevado.
  • Desconforto respiratório, até três horas após o nascimento.
  • Prematuridade.
  • Existe tratamento para a doença e ele requer alguns cuidados:
  • Oferta calórica e suporte hemodinâmico.
  • Alta frequência de ventilação.
  • CPAP nasal (pressão positiva em vias aéreas).
  • Oxigenoterapia.
  • Terapia com surfactante exógeno.
  • Ventilação mecânica.
  • Cuidados com infecção.
  • Oferta de líquidos adequadamente.
  • Evitar hipotermia através do equilíbrio da temperatura

Barotrauma, retinopatia da prematuridade, ventilação mecânica, hemorragia intraventricular, persistência do canal arterial e pneumotórax são complicações da doença a prazo curto. Já a broncodisplasia é em longo prazo.

A prevenção é feita com corticóide durante a gestação, elas servem para adiantar a maturidade dos pulmões. Aplicada na mãe, que produz cortisol, que vai através da placenta para o feto, facilitando assim a produção do surfactante.

A cura existe e só depende que o diagnostico seja feito rapidamente, pois assim as chances de sucesso no tratamento são bem maiores.

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