Relógio do Juízo Final fica a dois minutos da meia-noite

A possibilidade de um desastre mundial não parece ter diminuído nos últimos doze meses.

O relógio simbólico, mantido pelo Boletim dos Cientistas Atômicos desde 1947, é uma representação visual de quão próximo o mundo está do desastre, baseado em ameaças políticas, ambientais e tecnológicas, como a aniquilação nuclear e a mudança climática.

No ano passado o relógio foi movido para mostrar dois minutos para a meia-noite – o mais próximo que já foi – e este ano foi decidido que a posição das mãos deve permanecer a mesma.

De acordo com Rachel Bronson, CEO do grupo, isso “não deve ser tomado como um sinal de estabilidade”.

O astrofísico Robert Rosner, da Universidade de Chicago, descreveu a falta de mudança como “a realidade perturbadora em que as coisas não estão melhorando”.

“O fato de que as mãos do Relógio do Juízo Final não se mexeram é uma má notícia”, disse ele.

O aquecimento global, a proliferação nuclear continuada e a “guerra de informação”, concebida para “minar a democracia em todo o mundo”, foram citados como os maiores fatores contribuintes.

Alguns cientistas chegaram a se referir à situação como “o novo anormal”.

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