Rato rosa e sapo de olhos arregalados foram inventados

De vez em quando, alguém consegue introduzir uma espécie fictícia em uma revista científica distinta.

Com o objetivo de promover o progresso da ciência, publicando novas pesquisas e descobertas respeitáveis, os periódicos têm sido a fonte principal de todos os desenvolvimentos mais recentes no mundo da ciência.


Embora exista uma expectativa geral de que a pesquisa apresentada nesses periódicos atenda a um determinado padrão científico, às vezes alguém consegue publicar algo deliberadamente absurdo.

Veja o caso do entomologista austríaco Hans Malicky, por exemplo. Na década de 1960, ele presidiu a Sociedade Entomológica da Áustria e também publicou o boletim da sociedade – Entomologische Nachrichtenblatt – até ser dispensado do papel por não manter seu conteúdo relevante.

Ele logo se recuperou quando conseguiu enviar um artigo para outra publicação da sociedade sob o pseudônimo Otto Suteminn. A peça detalhava a descoberta de duas novas espécies de pulgas do Nepal que, como se viu, eram completamente fictícias.

Somente em 1972, outro especialista em pulgas publicou um artigo apontando que o artigo de Suteminn estava cheio de informações inventadas, entre as quais as espécies de mamíferos em que as pulgas poderiam ser encontradas – Canis fossor (“coveiro canino”) “) e Apodemus roseus (” o rato de madeira rosa “) – ambos tão fabricados quanto as pulgas nas quais o papel se baseava.

Outro exemplo bem conhecido de uma espécie falsa que entrou para uma revista científica foi em um estudo focado em Rana magnaocularis (“o sapo de olhos arregalados”) publicado em 1978 no Journal of the Herpetological Association of Africa – uma publicação focada em répteis e anfíbios.

“A coleta noturna nas estradas de Ontário revelou uma nova espécie de sapo caracteristicamente caracterizada por olhos enormes e um corpo achatado”, escreveu o autor fictício ‘Rank Fross’.

Descobriu-se que o “sapo de olhos arregalados” era na verdade apenas uma referência explícita a outra espécie comum de sapo frequentemente encontrada esmagada na beira da estrada.

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