Qual a origem de Arquivo X?

Chris Carter, criador do Arquivo X, sabe dos medos que habitam nosso consciente e inconsciente, conhece as perversões embatucadas no fundo da alma humana que de repente se afloram, se escancaram obscenamente e comprometem qualquer núcleo social civilizado. Com isso em mente, o produtor sabia que tinha muitas histórias a serem exploradas na TV.

Arquivo X

Destacando-se como um excelente psicólogo ao traçar o perfil psicológico de criminosos e grande determinação na solução de casos mais estranhos, inexplicáveis e assombrosos, Mulder inicia seu trabalho em uma divisão do FBI iniciada provavelmente no final da década de 40 pelo famoso J.Edgard Hoover. Este departamento do FBI (Federal Bureau of Investigations) trata apenas de casos que não se enquadram nos perfis normais de casos da instituição.

Estes casos, normalmente sem solução, abandonados pelos outros departamentos, são reunidos então para que, no ano de 1993, o Agente Especial Fox Mulder que é psicólogo formado em Oxford e também formado em Ufologia, entre outros, sempre disposto a acreditar que: “A verdade está lá fora” e que “nós não estamos sozinhos”, em conjunto com a sua parceira Danna Scully, médica com doutorado em Física, acredita que tudo pode ser explicado dentro de embasamentos científicos, possam reabrir estes arquivos e também para que possam investigar de todos os ângulos possíveis, por mais obscuros, fantasmagóricos ou bizarros que pareçam.

Desde a exibição do primeiro episódio na TV americana em setembro/93 (no Brasil, em dezembro/94), Arquivo X se tornou o maior fenômeno de público e crítica desde Jornada nas Estrelas.

Cativando legiões de fãs por seus roteiros elaborados e desempenho dramático dos atores. A partir daí inicia-se a série “The X Files”, gravada no Canadá, levada ao ar pela Fox Network nos EUA, Canal Fox no Brasil e pela Rede Record, sempre às sextas-feiras.Arquivo X traz dois brilhantes agentes do , desvendando casos onde os métodos convencionais falharam e por isso foram arquivados e rotulados como “X”.

O “Estranho Mulder”, sim, é como é chamado o agente Fox Mulder, por seus métodos pouco ortodoxos usados em seu trabalho de investigação. . E quase que para equilibrar as coisas, sua parceira é a cética Dana Scully, médica com doutorado em Física, acredita que tudo pode ser explicado dentro de embasamentos científicos.

A trama, quase nunca sobre o mesmo assunto, fala sobre fantasmas, almas do além, fenômenos para-normais, extra-terrestres (um dos temas preferidos), e acrescentando uma conspiração dentro do próprio governo, transmitindo idéias de que nada acontece por acaso, por trás de cada ação houve um detalhado planejamento do governo. Grande parte do sucesso de X-F, deve-se ao carisma dos personagens Mulder e Scully transmitido através do talento dos atores David Duchovny e Gillian Anderson.

O criador, Chris Carter, acreditava que Arquivo X era uma idéia difícil de se vender e após ter batido à porta de vários estúdios, conseguiu da Twentieth Century Fox Television o aval para executar uma produção que continha os ingredientes que via nos antigos seriados de TV como Kolchak e os Demônios da Noite, ingredientes estes que mexiam com os conceitos e opiniões do público espectador sobre o desconhecido.

Carter, além de produtor, também escreve ao lado de Glen Morgan e James Wong, entre outros, além do próprio David Duchovny. Carter também dirige alguns episódios da série.

O seriado cresceu tanto em audiência, que após o primeiro ano da série ganhou o prêmio de Golden Globe, como melhor série de drama da TV Americana. Este prêmio catapultou a audiência em todo o mundo, tirando o seriado da classificação de independente e alternativo para o primeiro plano, tornando-se um cult imediatamente.

A popularidade cresceu nesta teia que se chama Internet, que até se criou-se dezenas de páginas WWW com informações sobre o seriado. Muitas pessoas entraram no famoso grupo alt.tv.x-files, discutindo todos os detalhes da série, desda a sua criação, conceitos, falhas, detalhes interessantes e até “pegadinhas”. Mas que pode estar ameaçado pela No Brasil, a série mostrou também uma grande aceitação, apesar da Rede Record exibir os capítulos do primeiro ano da série fora de ordem, e uma legião de fãs foi se criando.

No dia 12 de agosto de 1995 foi criado o Clube Arquivo X Brasil, durante a Convenção Nacional de Ficção Científica (STARCON), com o objetivo de reunir pessoas e informações sobre o seriado.

Na última convenção, em Abril/96, mais de 2000 pessoas estiveram presentes para iniciar um dos maiores fã-clubes de Arquivo X do mundo.

O Início da Série

Quando a Fox resolveu bancar o projeto de Chris Carter em início de 93, mal sabia que tinha nas mãos o piloto da série mais cultuada e influente dos anos 90.

Entretanto em sua quarta temporada nos EUA, Arquivo X está se firmando como digna herdeira de Jornada nas Estrelas. Como a série mais dos anos 60, ela conquistou um público cativo, criou legiões de seguidores (eXcers aqui no Brasil, Xphiles nos EUA) e uma mitologia própria.

Também da mesma forma que as aventuras de Spock e Capitão Kirk nos anos 60, as investigações de Fox Mulder e Dana Scully oferecem, além de uma das melhores e mais inteligentes peças de entretenimento que a TV pode produzir, idéias e teorias que estão na cabeça de todo mundo.

Em 1993, quando Chris Carter apresentou o projeto da série Arquivo X para Peter Roth, presidente da divisão de produções para a TV da Twentieth Century Fox, séries de ficção científica estavam em baixa nos seriados de TV.

Aliás, com exceção dos subprodutos de Star Trek, nunca gozaram de muito prestígio, pelo menos não o suficiente para conquistar o horário nobre, na televisão norte-americana.

A idéia inicial da Carter era vagamente baseada em Kolchak e os Demônios da Noite, seriado em que um repórter vivia trombando com seres sobrenaturais, como vampiros e zumbis.

Para chegar ao formato de Arquivo X, Carter adicionou pelo menos mais três elementos que fizeram a série ganhar muito mais consciência.

Em primeiro lugar, o filme O Silêncio dos Inocentes inspirou a idéia de usar o FBI como o centralizador dos casos estranhos, ajudou na concepção da personagem Dana Scully e dava à série um tom de investigação policial.

Depois, Carter teve acesso a uma pesquisa que dizia que 3% da população norte-americana acreditava que já foi sequestrada por alienígenas.

Por fim, a noção de que o governo sabe de muitas coisas que esconde da população, central na atitude de Fox Mulder, vem das memórias de Carter do caso Watergate.

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