O perigo dos robôs assassinos

Uma campanha global para persuadir as nações a proibir “robôs assassinos” antes de chegarem à fase de produção foi lançada no Reino Unido por um grupo de acadêmicos e vencedores do Prêmio Nobel da Paz.

O Dr. Noel Sharkey, professor de ciência da computação na Universidade de Sheffield (conhecido por suas aparições como especialista na década de 1990), diz que não existem robôs assassinos autônomos, mas o desenvolvimento deles não está regulado.

Nos EUA, já se treina mais pilotos para aviões não tripulados do que para aeronaves comuns. O recrutamento é feito com base naqueles que se destacam em jogos de computador.

O plano é colocar cada um a cargo de todo um enxame de máquinas e, em última análise, permitir que os drones operem de forma autônoma.

Ao encontrar um alvo, eles irão decidir automaticamente se é o certo e destruí-lo, tudo sem envolvimento humano.

Atualmente, de acordo com o Dr. Sharkey, um robô não pode dizer a diferença entre uma criança que segura um doce e um adulto apontando uma arma.

“Estamos lutando para que eles possam distinguir entre um ser humano e um carro”, diz ele.

“Já vimos incompetência absoluta no uso de drones, operadores com muitos erros e não supervisionados adequadamente”.

Os defensores dizem que robôs assassinos irão salvar soldados no campo de batalha; mas os oponentes perguntam como as máquinas compreenderão o direito de se render, os direitos dos prisioneiros de guerra, os danos colaterais ou a responsabilização por erros.

Se uma máquina autônoma matar alguém, quem é o culpado?

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