Mina nuclear da Guerra Fria estava cheia de galinhas

Nos anos 50, cientistas do Reino Unido desenvolveram uma mina nuclear que exigia que galinhas vivas trabalhassem corretamente.

A Guerra Fria foi responsável por trazer toda uma série de aterrorizantes novos projetos de armas nucleares, mas um deles em particular era tão bizarro que é difícil acreditar que era uma ideia real.

Conhecido como Operação Pavão Azul, o projeto tinha como objetivo colocar uma mina nuclear ao longo da fronteira com a Rússia Soviética para impedir que uma invasão de terras em larga escala ocorresse.

Capaz de ser acionado a qualquer momento, a mina teria se mostrado particularmente devastadora, no entanto, houve um grande problema que dificultou muito sua utilização.

O problema era que, como a mina seria enterrada sob o solo, era muito provável que o mecanismo do gatilho ficasse tão frio que não funcionaria mais.

Para contornar essa questão, os cientistas tiveram a idéia bastante bizarra de colocar uma série de frangos vivos dentro da bomba, para que o calor do corpo pudesse impedir que o gatilho congelasse.

As aves deviam receber sementes suficientes para mantê-las vivas e impedi-las de bicar os cabos.

Sem surpresa, no entanto, a idéia não caiu muito bem. Não só o uso de galinhas foi considerado uma maneira não confiável de manter o gatilho funcionando, mas enterrar uma mina nuclear em um país aliado foi considerado inaceitável, especialmente considerando o potencial para níveis significativos de precipitação.

Em 1958, a ideia foi totalmente desmantelada.

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