Caríbdis: turbilhão protetor do mar

Caríbdis é um turbilhão de água, um redemoinho, próximo a um rochedo nomeado de Cila e, juntos, representam dois maiores perigos da navegação para os gregos antigos.

Se localizariam próximas à Messina. Partindo dessa lenda, Caríbdis foi transformada em uma entidade mitológica: ela seria filha de Poseidon, um monstro marinho que protegia os limites da terra no mar. Na Odisseia, de Homero, o herói Herácles têm que superar esses dois perigos para retornar à Ítaca.

Caríbdis representa, assim, os obstáculos e perigos do mar.

O mito diz que Caríbdis seria, originalmente, uma ninfa. Após devorar alguns dos animais de Herácles que passava por Messina, Caríbdis teria tentado devorar o próprio herói Herácles.

Zeus, então, lançou um raio contra Caríbdis e lançou-a para o mar, transformando-a em um monstro marinho horrível, parecido com um réptil cheio de escamas pegajosas, um redemoinho devorador voraz. Transformando-a, assim, “no monstro que tudo devora”.

Por representar um dos grandes perigos do mar, superar Caríbdis pode ser interpretado como um ato de coragem e força perante os antigos gregos. Até hoje, diversos autores fazem referência à Cila e Caríbdis como representação de uma forma de superação de obstáculos e dificuldades e, em geral, as duas lendas são apresentadas juntas.

O temor causado pelas lendas de Caríbdis e Cila ainda se encontram presentes na cultura ocidental. A expressão “entre Cila e Caríbdis”, por exemplo, significa estar em grande dificuldade, num dilema extremo. Como Cila e Caríbdis se encontravam próximos, quando se tentava fugir de um, poderia-se cair no outro.

Assim, surgiu a expressão que representa uma indecisão e o receio de se escolher um lado e acabar caindo numa situação pior. É considerada similar a outra expressão que também tenta transparecer a ideia de um perigo aparentemente sem solução: “estar entre a espada e a parede”.

A força de Caríbdis era tão intensa que dizia-se que seu turbilhão sugava e devorava embarcações inteiras. Ela causava terror entre os marinheiros, ao mesmo tempo que despertava um intuito de demonstração de força. As tripulações temiam ser devoradas por quaisquer dos dois monstros marinhos.

Recentemente, em alusão ao “mostro que tudo devora” uma operação da Polícia Federal de combate a fraudes em licitações foi nomeada de “Operação Caríbdis”.

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